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Serpente a alguns milímetros do sucesso

O Cascavel perdeu muitas chances em Toledo
O FC Cascavel nunca teve uma equipe tão qualificada tecnicamente em sua história. Isso não quer dizer que a cidade tem uma equipe que irá ser campeã, mas é um time que empolga. Não acha? Vem comigo!
   
Um ponto, um mísero ponto, foi o que matou a cobra na Taça Dionísio Filho do Campeonato Paranaense. Campeonato que tem a fórmula de disputa mais “peculiar” (podemos dizer assim) dos estaduais do Brasil a fora. Um ponto foi o que tirou o FCC da semifinal da Taça do primeiro turno, mas eu vou além, eu digo que foi um ponto que tirou o título da Taça Dionísio Filho das mãos do aurinegro do oeste.
   
Falta sofrida por Manga contra o Atlético-PR
Com 10 pontos, o Cascavel amargou a terceira posição do grupo e a quarta colocação geral no
Estadual. Com 11 pontos, o FC Cascavel ficaria a um gol de saldo de ultrapassar o Coritiba nos critérios de desempate e se classificar com a segunda campanha da chave para enfrentar o Foz do Iguaçu na fronteira. Foz do Iguaçu? Tudo bem que o embate no extremo oeste do estado seria uma batalha dura, mas a cobra tinha todas as condições de se classificar com o bom elenco que tem.
   
Se passasse pelo Foz, pegaria um Rio Branco de Paranaguá, que com todo o respeito é muito mais fraco tecnicamente do que o Cascavel. A equipe do litoral é organizada, mas dificilmente encararia a serpente de igual pra igual. E o melhor de tudo, faria a final da Taça Dionísio Filho no Estádio Olímpico Regional, com o apoio do torcedor. Neste momento, a capital do oeste estaria comemorando o título do primeiro turno, a vaga para a final do campeonato e as vagas da Série D do Brasileirão e da Copa do Brasil.
   
Lucas Monteiro - Editor Firula Esportes
“Monteiro, mas um ponto não é tão simples de ser conquistado!” e eu concordo. Mas este ponto esteve muito perto do FC Cascavel, para ser exato, a alguns poucos centímetros ou até milímetros. Na estreia diante do Toledo, no 14 de Dezembro, após um segundo tempo de muita pressão aurinegra, Raposa carimbou a trave em uma cabeçada já no apagar das luzes. Alguns milímetros para baixo e o Cascavel voltaria com o empate na mala. Já contra o poderoso Furacão da capital, Elivelton cobrou uma bela falta que caprichosamente bateu no travessão e não entrou. Alguns milímetros para baixo e... alguns milímetros que também fizeram a diferença nesta mesma falta, que Alef Manga sofreu fora da área e não dentro. Um pênalti poderia mudar a situação da partida.
   
A equipe do técnico Milton do Ó jogou melhor que todos os seus adversários no primeiro turno. Milímetros separaram a serpente do lugar mais alto do estado no futebol paranaense. O segundo turno será duro, a tabela é complicada. Mas o objetivo da Série D segue de pé e o torcedor pode sim comparecer ao estádio e acreditar muito, na melhor equipe que o Futebol Clube Cascavel já teve.


Lucas Monteiro - Firula Esportes/Fotos: Sandra Zama

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